Neneca, Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Renato “Pé Murcho” e Zenon; Capitão, Careca e Bozó. Nos primórdios deste blogue, citei essa escalação -a do Guarani em 1978- como exemplo de coisa tão impossível de apagar do meu hard disk quanto rigorosamente inútil: não nasci em Campinas, não torço para esse time e não ganho a vida como jornalista-esportivo-notável-por-saber-de-cor-a-escalação-do-Metropol-de-Criciúma-em-1967. Quatro anos se passaram e eu continuo me lembrando desse negócio. Diabos, por que ainda não inventaram um botãozinho para jogar informações inúteis numa lixeira, como a do Windows, e abrir espaço no cérebro para mais passagens de livros do Ortega y Gasset?
(Pergunto e respondo: porque haveria sério risco de apertar o botão errado. Possível relato num congresso médico: “Fulano de Tal jogou quase toda a sua memória fora. Quando o encontramos, ele vagava pela cidade como um zumbi, babando e repetindo a escalação do Guarani em 1978″.)