Aposto que há um departamento da pê-efe que se dedica exclusivamente a batizar essas operações de busca, apreensão, samba-enredo, alegorias e adereços que eles vivem fazendo. Imagino não menos de 15 pessoas em uma sala, passando o dia inteiro em intensas brainstorms. Pensam nos alvos das suas ações e pimba: Operação Fio-Terra. Pensam nos seus chefes e pumba: Operação Toupeira. E assim vai. Chegará o dia em que todos os nomes mais tchaptchuras terão sido esgotados e eles lançarão mão de termos filosóficos: Operação Mônada, Operação Imperativo Categórico, Operação Dasein. Quem sabe até antes, quando “polícia do pensamento” deixar de ser força de expressão e contar com verbas orçamentárias.
(Será que também há um setor especializado em quebrar por engano o sigilo de jornais e adversários políticos? Não? Ah, mas chegaremos lá.)

