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O homem que não pôde vender sua alma

É por essas e outras que sou a favor de um referendo sobre a proibição do comércio de facas. Faca é morte -ninguém precisa delas. Corte seu pão com a mão, use os dentes que Deus lhe deu para arrancar pedaços do seu bife, quebre a melancia na beirada da pia: chega de facas. Aproveito para declarar que, a exemplo dela, apóio uma "consulta popular" sobre a proibição da venda de almas. Não, não se trata de desalmar o Cebolinha: seria bacana ver gravuras de Fausto e Mefistófeles com aquele símbolo de "proibido" por cima. (Na verdade, como já disse, meu referendo preferido trataria da proibição da compra e venda de parlamentares. Mas, claro, compreendo que o atual governo não se interesse em promovê-lo.)

Comments

Por essa e por outras que disse NÃO ao comércio de blogs...
Amitiés,
BetoQ.

(N. do E.: Zadig, meu caro, quanto tempo. Bem observado, os blogues também podem ser armas. :) Abraços.)

Minha avó me ensinou a usar em legítima defesa o guarda-chuva, a bolsa e o salto agulha. Os broches com pega-ladrão, alfinetes de chapéu (em desuso), abridores de carta, picadores de gelo e candelabros de prata também. Espero que a proibição não vença, mas se vencer tenho bons arcos e flechas e uma sensacional borduna bororo. O assassinato, como se sabe, não surgiu com as armas de fogo.

(N. do E.: Rita, que boa idéia -bordunas como meio de autodefesa. :) Beijos.)

É, Ruy, eu sempre soube que a fé era cega, mas a faca era amolada. :-$

Eu pensei que compra e venda de almas fosse monopólio exclusivo das igrejas. Esse seu liberalismo econômico, Ruy, ainda te põe (epa!) em uma enrascada! Abração.

(N. do E.: Você vê, Isnard, o quanto sofre quem briga contra os monopólios? :) Abraços.)

Já fizeram essa piada ontem ao meio dia. E nem é tão engraçada...

(N. do E.: Tem razão, Felipe. Engraçado é o seu comentário, reconheço. E meio-dia tem hífen, OK? Abraços.)

Ruyzinho,

Gostei tanto que fiz copy-paste de um trecho. Mas dei crédito e link, tá?
Beijo.

(N. do E.: É uma honra, Nariz. Beijos.)

Sugestão aos fabricantes de armas. Se o comércio de armas for proibido, vendam manuais de defesa pessoal a US$ 1.000 e dêem de brinde uma arma. O comércio aí, no caso, é de livros.

Como meu desejo é ver o circo pegar fogo, de preferência com os palhaços no picadeiro, lanço aqui também uma sugestão para que são contra o comércio de armas: façam uma rodada roleta russa no horário nobre da TV, ao vivo. Angélica, Felipe não-sei-o-quê, Elba Caralho et caterva girando o tambor e clic/pow. Isso vai decidir o pleito. O que são três ou quatro vidas diante das milhares que serão preservadas?

Legal o referendo sobre a compra e venda de parlamentares. Legal, nada. Ótimo!

Continuo pensando em que maravilha seria Fulano querendo vender a alma ao Tinhoso e o Estado dizendo "no fucking way, man". Imaginem que campanhas legais: "Robert Johnson, bluesman, vendeu sua alma ao Cramulhão e morreu envenenado aos 27 anos. Venda de almas mata. Don't sell your soul to rock and roll".

OK, eu de novo. Já viu este site? http://perigodopao.com.br

(N. do E.: Não conhecia, Mikhail. Sensacional. Abraços.)

Sim, o guri que morreu. Fogo (digo, fio).

Eu conheci o guri no ano passado. Simpático, e ao que eu lembre era um guri esperto. Gente boa, enfim.

E eu sou a favor de fazer um "reverendo" sobre o descarramento. Os acidentes de carro matam um vietnã por ano no Brasil. Chega de descaramento, descarramento já!

(N. do E.: Mikhail, imagino que você se refira ao guri que morreu -é isso? E concordo com você, descarramento já. :) Abraços.)

Caro Ruy,
Quando eu estudei na ECA, as coisas eram mais pacíficas. O pessoal está mais violento. E, quanto ao referendo sobre a compra e venda de parlamentares, realmente vai ser difícil contar com o apoio do governo ou dos petelhos. Ricardo Berzoini diz hoje, em entrevista à Folha, que existe caixa dois com corrupção e caixa dois sem corrupção. Não é uma concepção bonita? Um grande partido se faz com grandes comandantes.
Um abraço,
Marcos

(N. do E.: Marcos, também estudei nessa faculdade-expressão-idiomática e subscrevo o que você diz. Quanto ao Berzoini, esse é aquele que achava os velhinhos de 90 anos culpados até prova em contrário e gostava de colocá-los em filas, não? Gente boa. Abraços.)

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