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Esquetes que eu gostaria de ter escrito

Algum programa dos Trapalhões perdido na década de 80. Uma plaquinha de madeira diz que se trata de uma delegacia. Sentado atrás de uma mesa, Renato Aragão -que já foi um cara engraçado, acreditem- faz a cara-de-saco-cheio mais eloqüente do mundo. O telefone toca. "Arô! [Pausa.] O quê, minha senhora? Tem ladrão aí na sua casa? [Outra pausa.] E eu com isso? Aqui tem mais de 20 e eu não fico ligando pra senhora! [Bate o telefone.]" E essa gente colonizada vem falar de montipáitom. Pois sim.

Comments

Grandes momentos da TV, Ruy. Eu voto no Didi de Maria Bethania cantando Terezinha, e um outro quadro que consegui baixar no e-mule, em que ele vende ovos frescos.

E não é só o Didi bom que as novas gerações desconhecem. Quando o Golias morreu, muita gente boa por aí com menos de 30 andou escrevendo que "morreu o cara sem-graça da Praça é Nossa."

Concordo com o Pedro. Aquele esquete foi o que de melhor já se fez em TV por aqui. Faz uns quinze ou vinte anos, mas eu tenho tudo na memória, até as cores do cenário, o Didi deitado agitando a saia a se refrescar do fogo nas entranhas, etc.
(em segundo lugar o Aparício contracenando com aquela voz que vinha do céu: "Esse é Aparício!")

Ruy,
Uma pena que a imagem do Renato Aragão para as atuais gerações seja definida pelo Programa do Didi, quase tão ruim quanto a Praça é Nossa. Muita gente um pouco mais jovem que este
trintão que vos fala fica horrorizada quando digo que o Didi era muito engraçado, e que era realmente talentoso. Ele e o Mussum juntos, com uma equipe de redatores, como Ruy Goiabis, poderiam ter ido muito mais longe do que foram
Um abraço,
Marcos

(N. do E.: Pois é, Marcos. A gente diz às novas gerações que Renato Aragão era engraçado e eles não acreditam; é fácil saber o porquê. Abraços.)

Só para dizer que, com a opinião devidamente deformada pelo dono deste blog, fiz a dancinha na frente da urna. Foi por conta do mesário - que se atreveu a vir perguntar se eu precisava de ajuda - que não fiz o grand finale. :-)

A melhor coisa já produzida na TV brasileira em todos os tempos é o esquete dos Trapalhões em que Didi, fantasiado de Maria Bethânia, deitado em uma cama dentro de uma casa em forma de coração, dubla "Teresinha", de Chico Buarque. "O primeiro me chegou como quem chega do bar", e entra Mussum.

Antológico. :-)

Je me souviens, je me souviens...

Ruy, estive em Sampa. Deu vontade de avisá-lo, mas achei melhor desistir. Voltei hoje pra cuidar da minha plantação de goiaba. Um abraço.

(N. do E.: Puxa, Altino, que pena. Eu poderia ter entregue o livro que lhe devo há tanto tempo. Bem, espero que do fim deste ano não passe. Um abraço.)

Quem aí chorou com Bongo? Eu chorei.

Liga não, Ruyzinho... essa gente nem sabe que os Trapalhões gravaram até LP.

Por falar nisso, eu me lembro perfeitamente bem de ter assistido quando criança a um episódio de "Os Trapalhões" no qual o Mussum lavava o rosto e, ao se enxugar, manchas na toalha mostravam que ele estava desbotando. Sabonete muito forte esse, cacildis!

Claro que hoje, com os avanços das mentalidades e a liberalização dos costumes, levar ao ar uma cena dessas seria inconcebível.

Ufa, ainda bem que deixasse aquele comentário ali. Abri a caixa de comentários exatamente prá dizer: "Como assim não gosta de montipáitom?".

Nêgão é o nosso passadis. ;-)

Estava rindo pacas até ler seu comentário. Estragou a piada, seu chato.

(N. do E.: Pois, é, Igor, disclaimers têm esse problema. :) So sorry. Abraços.)

(Por mais que explicar piadas seja chato, convém dizer a você, leitor eventualmente suscetível, que eu GOSTO de montipáitom. Nada de atirar a Santa Granada de Mão em mim, está bem? Sou da paz. :))

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