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Saudável exercício da inveja

Aqui vão dois posts que eu gostaria de ter escrito. Primeiro, este do ótimo blogue lusitano Voz do Deserto (e peço licença ao Tiago Cavaco para a citação, já que não consegui lincar diretamente o seu texto de 20/10, "The case for portuguese"): "Não se trata de descobrir virtudes em cantar em português. Mas de encontrar firmes defeitos em cantar em inglês. No inglês a pessoa não pronunciando nada está mais perto de pronunciar alguma coisa. É um idioma em que o zero e o 100 andam perto. Enrola-se a língua e sai uma frase, espirra-se e disse-se um provérbio. No Português a boca trabalha toda. As sílabas existem e a fonética é vaidosa. Não dá para cantar com bolachas no bucho. Uma canção de amor em inglês é uma rotina. Em português é um statement. Envolve alguma coragem. Pelo efeito acústico de 'amo-te' ser pesado é que os portugueses poupam declarações apaixonadas. Fazem bem. Esbanjar 'love' pelo mundo é coisa de gente sem peso existencial. Existential weight."

O outro é esta sensacional fotonovela do Manobra, 1979 -que incluirei em breve na lista de linques- com o desafio ao galo Foucault versus Chomsky.

Comments

Rita, Vinícius, Falcão entre tantos que, com ou sem bolacha na boca, desmistificaram os rumores dos firmes defeitos de cantar em português.


Uma vez, em New York, eu e um colega andaluz chegamos à conclusão de que o inglês só tem duas dimensões. Mas não chegamos a aprofundar o tema, distraídos que estávamos com outra brincadeira: ver os colegas americanos se contorcendo para falar sem utilizar "get" ou "take". Foi proposta do andaluz. Noite memorável aquela.

Ruy: a inveja bateu, e eu gostaria que esse condomínio também tivesse uma fotonovela. Mesmo que o preço do aluguel fique mais caro! Abraços :-)

Hehehehehehe!!! Além da fotonovela do Borges, excelente é o encontro entre a dupla Roberto e Erasmo... de Rotterdam. Já pus um linque pro cara no meu blogue.

Segura o Tchamsky!! haha

Bem, eu só vim comentar que vale fuçar o Manifesto e olhar a fotonovela do Borges. Muito engraçada, também. O linque aqui: http://manobra1979.blogspot.com/2005/10/borges-e-fotonovela.html

Bacana o texto do portuga. Mas a fotonovela é impagável. A cena em que o Foucault se esbalda de rir com a própria piada é a cara do "forasteiro de si".

Abraço

Ruy!
Disseste o nome proibido!
(Cobrindo a cabeça com os braços, esperando o castigo divino)

Abraço.

(N. do E.: Qual deles, Igor? Fucô ou Segura o Tchamsky? Não tenho medo, o espírito de James Brown me protege. :) Abraços.)

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