Tognazzi, alegria do povo
Não acho ruim quando algum comentarista esportivo diz que a seleção brasileira tem 180 milhões de técnicos ("Grande Tolicionário dos Clichês Esportivos", volume 37, página 578). A exemplo do Parreira, acho que o gol é apenas um detalhe -só vou ao estádio para ver a Ana Paula Oliveira bandeirar. Mas, para não perder o costume nacional, defendo que o escrete canarinho substitua seu quadrado mágico pelo quinteto irreverente: Adolfo Celi como meia com características ofensivas, Philippe Noiret na função de centroavante oportunista, Ugo Tognazzi jogando o futebol-moleque pela ponta direita e os outros dois no meio-campo. Isso, sim, é que é nó tático nos adversários: europeus comedores de brachola e escargô, mas com ginga e manemolência brasileiras. E não me venham dizer que estão todos mortos -dependendo da partida, não se nota diferença entre eles e o Ronalducho. (Ressalvo, porém, que a dupla dinâmica, o trio Parada Dura e o sexteto do Jô Soares estão cortados.)
Comments
Começo a achar que o brasileiro leitor de blogues é tão desinteressado de futebol quanto de cinema. Ninguém comentou a opção tática do quinteto irreverente, nem para criticar.
Que falta nos faz um Chico Lang. :)
Posted by: Ruy | outubro 14, 2005 02:17 PM
(Deixo este comentário aqui apenas para que o dono dos IPs 200.171.250* e 201.0.99* saiba: eu sei quem você é, stalker canalha -continua se "disfarçando" muito mal. Deixei comentar de novo só para ver até onde você ia. Pelo visto, não está levando a sério minha ameaça de recorrer à polícia. É bom começar a levar. E você também, babaquinha do IP 168.143.133*, é bom ficar esperto.)
Posted by: Aviso do editor | outubro 13, 2005 11:45 PM
Ah, esse filme me fez um mal danado, Dom Ruy. Até hoje procuro uma contorcionista...
(N. do E.: Verdade, a contorcionista, Mauro. :) Abraços.)
Posted by: mauro | outubro 13, 2005 09:11 PM