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Pára Pedro Pedro Páramo

O povo boliviano é feliz, sabe onde tem o nariz. Não conheço a biografia do Evo, mas vou achar legal se, como diz meu amigo César Miranda, a primeira-dama se chamar Adona: a Bolívia será um Éden com folhas de coca no lugar daquelas de parreira, tão caretas. Na verdade, quem olha para os personagens da polititica latino-americana tem a impressão de que são quase todos extraviados de algum livro ruim do García Márquez. Suponho que, hoje, o tal "realismo mágico" esteja em baixa na ficção e se manifeste nos cargos eletivos, princípio igualmente válido para a Botocúndia: alguém já disse que, se você reprime a chanchada, ela retorna em forma de política. O referido é verdade e dou fé. (Where have you gone, Zé Trindade? A nation turns its lonely eyes to you, woo-woo-woo.)

Comments

Despirocou-se tudo. Ou despirucou. Da chanchada, a política latina foi direto pra ressurreição dos trapalhões mais queridos. A foto do Morales com o Efê é Zacarias reencontra Mussum.

Ótimo, amigo Ruy. Sem falar das filhas Caina e Abela. Um grande abraço.

(Advirto antes: trocadilhos indigestos)
É sem dúvida um político de carreira. O que dará, inevitavelmente, em um mar de lhama.
(eu avisei).

Qual Jeannie, Sidney Sheldon é um gênio. E produção ruim da RAI é algo difícil como enterro de anão.

No mais, na falta do precocemente morto jornalista Roberto Marinho, vamos logo emplacar Silvio Santos em 2006 (enquanto é tempo!) e tamos conversados.

Abanos.

(N. do E.: Silvio é o Berlusca brasileiro. Agora, produção BOA da RAI é que é mais rara que enterro de anão. Quanto ao Sheldon, concedo: Barbara Eden era muito melhor que a polititica dos Euá. Abanos.)

Será coincidência que eu acabei de ler uma biografiazinha desse cara?
Ou aconteceu alguma coisa no cenário mundial que só eu não sei?
Taidoido...

Tem razão, amigo Ruy. Nessas horas temos muito a aprender com americanos e italianos. Esses, sim, escolhem melhor seus governantes.

;^)

(N. do E.: Deixe de ser besta, Pinto. É óbvio que eu não quis dizer isso. No caso dos Euá e da Itália, é meio difícil falar em "livro ruim de García Márquez", né? Ali, o paradigma político é outro: livro ruim do Sidney Sheldon, produção ruim da RAI, essas coisas. :) Abraços.)

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