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Anotações de viagem a países fictícios

Situado num ponto remoto da ex-URSS, entre Dudinka, Vladivostok, o nada e coisa nenhuma, o Rizoquistão sobressai num mundo cheio de terras sem lei, mas com lindas paisagens: trata-se do único país sem paisagens e com lindas leis. Turistas fazem filas gigantescas para folhear os códigos de processo penal, escritos em versos de métrica impecável, cheios de enjambements, sinestesias e metáforas arrojadas. Nenhum dos visitantes se importa com o nada ao redor, nem sequer o percebe. No Rizoquistão, ninguém cumpre as leis, mas ninguém as transgride: os rizoques passam suas vidas lendo os códigos e chorando copiosamente, comovidos.

(Crédito dividido com a Barbara, que largou desta vida blogueira.)

Comments

Queria escrever algo mais significativo, mas não consigo, então vai de "GENIAL" mesmo...

(N. do E.: Exagero, Yuri, mas agradeço. :) Abraços.)

Lembrou-me os versos: "Imbarueri, na língua do índio, é o lugar onde o amor bebe água, onde a felicidade amarra o sapato. Imbarueri é ao lado do lugar-comum" (Mulheres Negras, em seu primeiro bolachão)

Salve, Ruy,

obrigado pela visita. Já tinha ouvido falar do teu blog mas só agora estou chegando aqui (vi o link no A Torre de Marfim). É ainda melhor do que me disseram. Portanto, preocupe-se, porque você vai para a minha lista de links (ai, ai, ai).

Boa, essa dos rizoques. E essa do Lênin é impagável.

Abraço, Tambosi

P.S.: virei aqui todos os dias para ler os "atrasados".

E quando poderei ouvir os discursos do presidente do Rizoquistão, para aliviar minha magoa? (E por favor, não fale dos discursos de sua majestade barbuda, porque não se trata de humor involuntário).

Hell de Janeiro my ass.
vou-me embora para o Rizoquistão.

Ruy,

Por acaso você não conhece a Elbonia??
http://www.dilbert.com/comics/dilbert/the_characters/html/character3.html

(N. do E.: Não conhecia a Elbonia, Raphael, veja só. E olhe que eu gosto do Scott Adams. Abraços gerais.)

E passagem para lá é muito cara?
Fiquei tentada a conhecer os chorões dos códigos.
:-)
Um beijoco, Ruy.

Puro Calvino. O Ítalo, não o João.

Querido Ruy Goiaba,

Falando em lugares desconhecidos, outro dia troquei uns emails com uns meninos de Pilandia, no Brasil. Ja ouviu falar? Eu, nunca.

Pois olha, quando voce nao estiver produzindo goiabada (da boa, tenho certeza) pro seu blog, venha ler as minhas aventuras sexuais. Tenho certeza que voce vai gostar...

Beijos

Valenttina

Meu mestre, desculpe a demora. Ando trabalhando pra caramba em cima das excelências.

O Rizoquistão é um país legal, já visitei algumas vezes. Outro passatempo nacional por lá é regulamentar profissões como as de prostituta e jornalista (a grande questão filosófica agora é saber se equiparam as duas no nível de coleguismo ou se declaram que a segunda é filha da primeira).

Sobre tua visita lá em casa: sensacional o vídeo, já tinha visto antes mas nunca é demais pra um fanático. (De fato, a parte de Hush eu via todo final de semana quando tinha 15 anos, porque era parte do vídeo Deep Purple - Heavy Metal Pioneers.) O sensacional ali é o Blackmore ensinando o Hefner a tocar guitarra.

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