Guilherme Fontes, esse injustiçado
Que outros cineastas brasileiros conseguem aliar lucidez e consciência ecológica a ponto de receber dinheiro público para não fazer um filme nacional? O Brasil tem de ser grato a alguém assim. Preservar o ambiente, evitando a produção de bosta em celulóide, é um dos destinos mais nobres que nossos impostos podem ter. Companheiro diretor, mire-se no exemplo: use a verba pública para, sei lá, comprar um belo apartamento, torrar em cocaína, enfiar onde melhor lhe aprouver -menos na produção de filmes. E, se você já faz isso, keep up the good work. A nação agradece.
Comments
O Guilherme Fontes podia ser um John Cage tupiniquim, ia lá no Festival do Gramado ou de Brasília, e na hora de exibir seu filme, nada. A tela em branco. Silêncio, tudo parado. Depois todos críticos de cinema poderiam chamá-lo de genial. E pela primeira vez na vida, os intelectuais brasileiros e franceses estariam certos, e nós concordariamos com eles, Ruy. E aplaudiriamos.
Mas também a cadeia moral do Chatô não é pouca coisa, não: Chateaubriand-Fernando Morais-Guilherme Fontes, só faltou o Zé Dirceu e o Delúbio como contra-regras...
Posted by: Vicente Azambuja | agosto 31, 2006 11:29 PM
Apóio a campanha, merece um selo para colar no template.
Posted by: basilisco | agosto 29, 2006 01:28 AM
Olá Ruy,
Guilherme Fontes "cheirou" a verba governamental. Merece cadeia por apropriação indevida do dinheiro público. Isso é roubo. Isso é bandidagem.
Cadê os artistas, no intuito de honrar a profissão, para declaração de repúdio ao colega? Preferem mais. Preferem que o Bananão continue no Planalto, para a manutenção das verbas fáceis às viúvas da Embrafilme.
Abraços.
(N. do E.: Hummm, Rodrigo, não sei se você entendeu a ironia, mas tudo bem. Retribuo o abraço.)
Posted by: Rodrigo Xavier | agosto 23, 2006 07:56 PM
Caro Goiaba: vc deveria ter dito isso antes daquele povinho inútil (um sinônimo menos educado para "cineasta") se reunir mais uma vez em Gramado. Eles distribuiram trofeuzinhos (e troféu é um nome educado para aquela coisa horrorosa que é o Kikito) entre eles e levaram os parentes para as pré-estréias. O Fontes, que é sensato e ético pacas, não faria isso. Concorda?
abs
Posted by: Walter Carrilho | agosto 22, 2006 11:32 PM
Ruy, sua "girada de câmera", abrindo numa panorâmica, resolveria outro problema: e se a gente dobrasse o salário do pessoal de Brasília com a condição de que eles ficasse em casa, sem nada fazer?
O brasileiro costuma dizer, numa mesma sentença, que político só faz o que não presta e ao mesmo reclama que ele trabalha (aqui uma força de expressão) somente um dia por semana. Ué? Querem mais do que isso? Eita, povo masô!
Posted by: Roger Prado | agosto 22, 2006 07:24 PM
Aposto q ele torrou a grana subornando a alta cúpula da Globo pra beijar a Sandy naquela novela das 6... rsrsrs
Posted by: Bastian Hawkins | agosto 22, 2006 03:35 PM
Cineastas... Argh!
Posted by: Tambosi | agosto 21, 2006 11:20 PM
O Thurber tem aquela história sobre o tio dele no Ohio que enriqueceu como o maior não plantador de alfafa da América. Mas à sua maneira ficou bem miló, por conta dos benefícios à saúde pública. Abraço, comendador.
Posted by: McNasty | agosto 21, 2006 05:32 PM
rs não havia pensado nisso.
Posted by: Igor Taam | agosto 21, 2006 05:15 PM
Ruy,
Eu mesmo tinha uma visão equivocada sobre o Guilherme Fontes. Você me fez ver a questão por um outro ãngulo (ops). Eu o considerava uma espécie de Norma Bengell de calças. A comparação é obviamente errada. Pelo menos ele só se apropriou do dinheiro público. Norma Bengell não: ela terminou o filme. Não há comparação. Ele merece nosso aplauso. Poucas coisas se comparam ao prazer de não ver o filme não feito pelo Guilherme Fontes
Um abraço,
Marcos
(N. do E.: É esse o ponto, Marcos. :) Grande abraço.)
Posted by: Marcos Matamoros | agosto 21, 2006 02:42 PM
Uh! Essa merece até um copy e paste. Claro que eu sou um cara educadjo e não vou fazer isso. Mas repercutirei...;-)
Abração.
(N. do E.: Thanks, meu velho. Abração.)
Posted by: MarcosVP | agosto 21, 2006 01:29 PM