Minha voz continua a mesma
Meu cabelo também. Não se vê o cabelo, mas dá para ouvir a voz aqui.
E, se você chegou pelo linque aí em cima, bem-vindo. Passeie à vontade pelo blogue, vasculhe os arquivos e tal. Só não deixe seu cachorro fazer cocô na minha caixa de comentários. Não, você mesmo também não pode.
Post novo? Não por enquanto, so sorry. Fiquem com um repost dos "exercícios de estilo" que coloquei aqui em 2004. Brinquei de "psicografar" alguns escritores usando como tema a história do cachorrinho que tinha três pernas, foi fazer xixi e caiu. Espero que vocês gostem, neófitos.
Thomas Bernhard
"Eu estava cansado de ver aquelas caras idiotas, aquele povo imbecil com seu ar soberbamente idiota, aqueles vienenses enfatuados e idiotas enquanto estava recostado ao muro, pensava 'como podem os habitantes de um país ser tão congenitamente, tão irremediavelmente idiotas, é repulsivo', enquanto recostado ao muro observava o grotesco espetáculo de um cão nojento cheio de feridas, com uma perna a menos, mancando em direção a um poste idiota, idiota como cada centímetro quadrado de Viena, eu pensava recostado ao muro 'esse cão sem perna é igual aos vienenses, todos são cérebros com uma pata a menos, todos encostam-se no poste para urinar e caem e rolam no próprio mijo, esses vienenses tão estúpidos, sarnentos e idiotas', pensava enquanto estava recostado ao muro e o cão tentava urinar e caía."
Clarice Lispector
"Eu era uma cadela de três pernas. E não era. Melhor: eu me era sendo, obliquamente, desequilibradamente. Me era, vista de fora -com a dolorosa consciência da perna faltante, mas indiferente. E vista de dentro, espessa, sem compreender, sem nem ao menos tentar. E era também uma perna que perdeu a cadela. E era o poste, a cadela, a ausência da perna. Tudo se me era assim- tão imóvel, tão docemente sem sentido, tão perna. E eu me era sendo, vendo o líqüido luminoso e amarelado, orelha abrupta colada ao chão. E a urina se me era, e eu não sei o que digo, e então adoro."
Dalton Trevisan
"Sarnento, aquele cão. Tinha três pernas. Foi mijar. Caiu."
Jorge Luis Borges
"O cão de três pernas aparecia em uma inscrição tumular de Amenófis IV até ser apagado pela fúria dos sacerdotes, no reinado dos Ptolomeus Selêucidas. Também estava em uma moeda que circulou brevemente na Morávia em 1725 e em um tratado esotérico falsamente atribuído a Athanasius Kircher; ainda hoje se ouvem relatos do século 19 segundo os quais um cachorro triperne, que presumivelmente carregava a alma de Tadeo Isidoro Cruz, aparecia em sonho aos estancieiros de Santa Fé. Conta-se que a hoje perdida Encyclopaedia Universalis (Colônia, 1674) dedicava pelo menos dezessete páginas ao cão manco e aos seus símbolos. Jantando certa noite com Bioy Casares, disse-me ele que, no tempo de Averróis, o Livro das Coisas Maravilhosas narrava a história do cachorro de três pernas que se perdia num labirinto de espelhos. Enganado pelo próprio reflexo e pensando que suas pernas eram seis, o cão tentava urinar num dos infinitos postes do labirinto -e caía infinitamente. 'É por isso', continuou Bioy, 'que os heresiarcas de Uqbar abominam os espelhos e a cópula: eles multiplicam o número de cachorros pernetas'."
Fiódor Dostoiévski
"Ao cair da tarde de um final de julho, calor abafado e sufocante, o jovem Vassíli Vassiliévitch Distimikov deixou o quarto infecto que subalugava de inquilinos na travessa S. para respirar um pouco de ar puro e, a passos trôpegos, encaminhou-se à rua V. Sentia a boca amarga, sua cabeça zunia e seus nervos bem poderiam explodir à primeira contrariedade. Percebeu tarde demais a aproximação de um conhecido, Goiabadov, o fiscal de rendas; ainda tentou passar para o outro lado da calçada, mas não teve como se desviar.
- Meu amigo Vassíli Vassiliévitch!... Que bom vê-lo por aqui!... Muito, muito bom mesmo... Precisava mesmo falar consigo!...
- Não tenho dinheiro para lhe emprestar, Piotr Fiodoróvitch -disse Distimikov, mordendo os lábios e enfiando os punhos cerrados nos bolsos. Mal conseguia conter sua irritação com o encontro: o mau hálito, a barba por fazer e a casaca sebenta e amarfanhada de Goiabadov davam-lhe a impressão de que ele dormira na rua.
- Mas não se trata de dinheiro, Vassíli Vassiliévitch!... Homessa!... Não é de dinheiro que se trata, não, não, absolutamente!... Só quero um minuto de sua atenção... Acredita você que fui demitido? Sim, demitido, Vassíli Vassiliévitch! Depois de trinta anos a serviço do governo! Não é por me gabar, mas não poderia haver funcionário mais leal, mais dedicado do que eu! Isso é coisa de Zebucetov, aquele intrigante... Aquele canalha andou espalhando que eu bebia em serviço... Bebo muito, sim! Sou um bêbado repulsivo, patético, sei disso! Mas não em serviço, nunca, jamais... -a custo Goiabadov reprimia o choro- E sabe o que mais, Vassíli Vassiliévitch? Minha mulher me expulsou de casa hoje!... Disse que eu a envergonho, a ela, que é descendente de um general... Que nunca há comida em casa, que nossos filhos se vestem com trapos sujos, e é tudo por minha causa... Sim, por minha causa, Vassíli Vassiliévitch! É injusto, muito injusto... Sou mais maltratado do que aquele cão perneta que está descendo a rua! Mais maltratado, palavra de honra, Vassíli Vassiliévitch!
Nesse momento, Distimikov desviou sua atenção do fiscal e viu que o cão acabara de cair ao tentar urinar numa estátua de Pedro, o Grande. Rapidamente, um grupo de crianças se juntou em volta do animal, rindo muito, e começou a atirar nele pedras e gravetos.
- Cachorro perneta, cachorro perneta! Saia daqui, seu cachorro bobo e perneta -gritavam. Num acesso de fúria, Distimikov avançou sobre os meninos. Cada um correu para um lado da rua.
- Saiam daqui vocês, seus pequenos demônios! Não têm pena, não se compadecem de um pobre cão sem perna? Demônios, é o que sois! Demônios!... -berrava, entre soluços, enquanto se ajoelhava no chão diante do animal, bastante machucado. - Não é diante de ti que me ajoelho, mas diante de todo o sofrimento canino!"
Lewis Carroll
"Alice estava andando pelo bosque e dizendo a si mesma: 'Como seria bom transformar certas crianças em porquinhos! É verdade que muitas delas não precisam. Talvez seja melhor transformar alguns porquinhos em crianças. Sim, definitivamente'. De repente estacou, surpreendida, ao ver o Cachorro Perneta Sorridente de Cheshire no alto de um galho de árvore, sorrindo e fazendo xixi para o alto. Achou que ele parecia afável, mas, como não queria se molhar, sentiu que devia tratá-lo com respeito e à distância.
- Cachorrinho Perneta de Cheshire -começou a dizer timidamente, sem saber se ele gostaria do tratamento; mas o cão apenas abriu um pouco mais o sorriso. 'Ótimo, parece que gostou!', pensou ela, e prosseguiu: - O que você está fazendo em cima dessa árvore? Cães não sobem em árvores. Muito menos cachorros pernetas.
- Como não? Por acaso eu não estou aqui? -disse o Cachorro, sem parar de sorrir e de fazer xixi para o alto.
- Mas isso não faz sentido! -replicou Alice, já irritada. - Se você fosse um cachorro de verdade, cairia ao levantar a perna. E você não pode fazer xixi do alto da árvore. Vai molhar as pessoas.
- Eu sou um Falso Cachorro Perneta -respondeu o bicho, sempre sorrindo. - Se você se comportar direitinho, posso cantar a Canção do Falso Cachorro Perneta Sorridente. Quanto à chuva, basta que você vá à casa do Chapeleiro, naquela direção -e levantava a segunda pata-, ou à da Lebre de Março, naquela outra -agora o cão tinha as três patinhas no ar. - Eles têm uma coleção de guarda-chuvas: milhares, de todas as cores, formatos e sabores. Tomam chá em um, dormem em outro, usam um terceiro para passear pelo lago e um quarto para escrever suas cartas. Peça-lhes um guarda-chuva emprestado. Ou pegue um. Não darão pela falta.
- Dormir num guarda-chuva é coisa de gente maluca -disse Alice, e imediatamente se arrependeu do que tinha dito.
- Sem dúvida -ponderou o cachorro. - Todos aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca.
- Como sabe que eu sou louca? -indagou Alice.
- Deve ser. Senão, não estaria aqui conversando com um cachorro perneta sorridente na hora em que ele satisfaz suas necessidades. Menina mais inconveniente. Seus pais não lhe deram modos?
Furiosa, Alice pôs-se a balançar o galho da árvore, para tentar fazer o cachorro cair. No mesmo instante ele se esvaiu no ar: apenas o sorriso permaneceu suspenso por algum tempo e, depois, também sumiu. Satisfeita, Alice tomou o caminho da casa do Chapeleiro. No meio dele, porém, foi apanhada pela chuva."
Comments
Falta você fazer isso no estilo Machado de Assis, como naquele capítulo do Memórias Póstumas de Brás Cubas: "O Velho Diálogo de Adão e Eva". Está lançado o desafio!
Posted by: Olívia | fevereiro 14, 2007 07:49 PM
Ruy, faço coro com o BG's (vertigem) e peço por um francis-post (comentários em homenagem ao Paulo Francis em datas significativas - 10 anos, pô!), afinal a goiabada tá ficando cascuda nessa secura postal!
E uma dica de disco: não bastasse ser um dos melhores filmes da História, Some Like It Hot também é um dos melhores álbuns de jazz, com o Barney Kessel comandando e o Art Pepper, o Joe Gordon, o Shelly Manne e o Jimmy Rowles servindo, e bem, muito bem. West Coast Jazz no seu melhor...
Posted by: vicente azambuja | fevereiro 6, 2007 03:41 PM
RTFM postou o link, vim reler. Ouvi o podcast também e reforço os comentários: que nem cabeça de bacalhau, sim.
E excelente post - aqui sem cafeína.
(N. do E.: Ei, Anna, que bom vê-la por aqui. Quanto à cafeína, acho que eu sou tão "cafeinado" quanto o Bernardo. :) Beijos.)
Posted by: Anna | fevereiro 6, 2007 02:46 AM
Oi, Ruy!
Já ouvi falar algumas vezes desse seu poema concreto, e, agora, vi que alguém pediu para que republicasse. Soma o meu pedido aí, porque sou curiosa para conhecê-lo. O poema, quero dizer! Ah, vá, você também! ;o)
Beijos.
(N. do E.: Ei, Carla, que legal ver você por aqui. Vou repostar o poema concretino, sim. :) Grande beijo.)
Posted by: Carla | fevereiro 3, 2007 04:55 PM
É, Goiaba, depois de ontem na Câmara e no Senado, tornou-se impossível distingüir quem é homem, quem é porco. No melhor estilo Orwelliano. Beijos.
Posted by: j | fevereiro 2, 2007 07:37 AM
Sydney Sheldon nao era anão, era?
(N. do E.: Que eu saiba, não. :))
Posted by: Filho da mae | fevereiro 1, 2007 11:39 PM
Reli, agora fiquei com vontade de ler o Thomas B...
Posted by: Marcelo V. | fevereiro 1, 2007 06:08 PM
Parabéns pelo blog, descobri por acaso. Ele é bem variado e muito bem organizado. Tento fazer o mesmo no meu, dentro do possível (pouco tempo p/ me dedicar a um site), já que também tenho interesses variados.
(N. do E.: Obrigado, André. []s.)
Posted by: André | fevereiro 1, 2007 01:45 PM
Um clássico deste blog. Parafraseando Galvão Bueno, sugiro para a próxima exibição de capítulo inédito de "Vale a Pena Ver de Novo" a republicação do melhor poema concretino de todos os tempos. Amplexos bugrinos!
(N. do E.: Opa, Ina, obrigado. Amplexos são-paulinos! :))
Posted by: Inagaki | fevereiro 1, 2007 10:16 AM
Morreu o Sydney Sheldon. Sacanagem com o Brega´s Banquet. É mais um que sai da vida para entrar na história. Luto entre os leitores deste blog. Se bem que, confesso: até hoje assisto e gosto da Jeannie.
(N. do E.: J., Jeannie era legal. E não é nem "guilty pleasure". :) Beijo.)
Posted by: j | janeiro 31, 2007 12:11 PM
Pô, "embora arcaizado" não vale, hehehe. Ou toda a gramática corrente em Portugal poderia ser livremente utilizada no Brasil com tal argumento ("está correto, embora arcaizado"). (Bem, talvez possa mesmo, e aí seria já o meu segundo erro... rs.)
Acho que a própria distinção que fazemos do uso no Brasil e em Portugal já é suficiente para invalidar o argumento.
Desculpe a amolação, Ruy.
Abraço.
(N. do E.: Sem problemas, Mott -discussões gramaticais podem ser divertidas. Eu, pelo menos, gosto. :) Abraços.)
Posted by: Mott | janeiro 31, 2007 05:01 AM
Ruy, este post está realmente incrível. Fora o Trevisan, que é mais difícil de imitar, os outros estão perfeitos, sobretudo a da Clarice ("E eu me era sendo..." quaquaquá!)
Quanto ao "consigo", fique tranqüilo, o uso está certíssimo, não só em Portugal, mas aqui também (embora arcaizado).
Alilás , comecei um blogue sobre questões da língua portuguesa. Se interessar, visite: http://aletramata.blogspot.com
Abraços!
(N. do E.: Obrigadíssimo, Luis. Estou achando que fui mesmo prolixo na imitação do Dalton Trevisan. :) Daqui a pouco vou visitar seu blogue. Abfraços!)
Posted by: Luis T Ladeira | janeiro 31, 2007 12:16 AM
Ué? Já faz uma semana que entro no blog (desde a entrevista com o Mainardi, claro) e nunca tem post novo...deixa de preguiça!!!
(N. do E.: Steppenwolf, "preguiçosa" é a mãe. Não vivo só para o blogue. Trabalho muitíssimo e às vezes tenho dificuldades para atualizá-lo. Ainda que não tivesse, quem decide se atualiza ou não sou eu. Você não é meu patrão nem me paga para escrever, certo? Então não me encha o saco -leitores chatos eu dispenso. Saudações.)
Posted by: Steppenwolf | janeiro 30, 2007 04:51 PM
E não é que eu estava pensando que o Borges tinha mesmo escrito sobre um cão de três patas? Quando entrou "Tlön, Uqbar, Orbius Tertius" na história é que eu me dei conta que você estava fazendo um exercício de estilo. Por sinal, parabéns.
(N. do E.: Muito obrigado, Cálcio. Abraços.)
Posted by: Cálcio | janeiro 29, 2007 09:02 PM
Desculpe encher sua Caixa de Comentários, mas é que estou olhando seu Arquivo: as moças do Clodovil segundo Buñuel e Walter Hugo Khouri, putz!, estou chorando de rir há 2 minutos...
Posted by: vicente azambuja | janeiro 29, 2007 08:28 PM
Frases da Semana, hein ilustre Sr. Goiaba?? Pertinho do Putin e do Caetano Veloso, mas não muito longe da Angelina Jolie! Se você for capa da Times, qual vai ser a foto???
(N. do E.: Hahaha. Vicente, juro que eu preferia ter ficado mais perto da Jolie que do Caê naquela edição. :) Abraços!)
Posted by: vicente azambuja | janeiro 29, 2007 08:09 PM
Se é assim, admito meu erro. Meu parêntese sobre Portugal foi, confesso, um chute -- exatamente pelo fato de ter confiado demais no gramática de Cunha e Cintra para o uso desse pronome em Portugal. (Mas fica o registro de que, sobre o Brasil, não errei.)
Assim, também acho estranho essa ausência, já que a obra possui observações sobre o "uso lusitano" de várias palavras. Passou batido, talvez.
De qualquer maneira, fico no aguardo da sua checagem. Talvez eu tenha me equivocado também na leitura do livro, hehehe.
Abraço.
(N. do E.: Mott, não consegui checar ainda, mas veja: o Lindley Cintra é -era?- português. Daí minha estranheza. Mas vamos ver. Se você procurar "falar consigo" no Google, vai achar um artigo do Sérgio Nogueira Duarte no "JB" que explica o uso lusitano. Abraços.)
Posted by: Mott | janeiro 29, 2007 07:22 PM
A gramática de Celso Cunha e Lindsey Cintra confirma o que disse. "Consigo" é apenas pronome reflexivo.
Só não vá me dizer que essa não é uma "boa gramática"... hehehe.
A tradicional (e talvez exageradamente conservadora) gramática do Napoleão, se não me engano, diz a mesma coisa.
Sobre o uso em Portugal, talvez eu tenha mesmo cometido um equívoco.
(N. do E.: Estou dizendo que cometeu, sim, Mott. Sei do que falo. Não estou com a [boa] gramática de Cunha e Cintra à mão, mas acho estranhíssimo que eles não registrem o uso lusitano do "consigo". Vou checar. Obrigado, saudações.)
Posted by: Mott | janeiro 29, 2007 06:54 PM
I may be wrong, mas acho que "consigo" só é utilizado como pronome reflexivo. Pelo menos no Brasil (e provavelmente em Portugal também) não se utiliza "consigo" como "sinônimo" de "com você", "com ele", etc. (- Meu amigo Vassíli Vassiliévitch!... Que bom vê-lo por aqui!... Muito, muito bom mesmo... Precisava mesmo falar consigo!...)
(N. do E.: Você está errado, Mott -sobretudo no trecho "e provavelmente em Portugal também". Consulte uma boa gramática. Saudações.)
Posted by: Mott | janeiro 29, 2007 11:53 AM
Entrei no blog por sugestão do Diogo Mainardi, adorei, principalmente o texto "psicografado" do Borges.
(N. do E.: Thanks, Zélia. Venha mais vezes. Abraços.)
Posted by: zelia freire | janeiro 28, 2007 09:14 PM
Bora fazer pressão para o marcorério fazer festa do JMC!!!
Posted by: daerson | janeiro 27, 2007 11:16 PM
Achei que a representação da Lispector ficou melhor que a própria. Mas o Trevisan... ficou muito prolixo. Acho que ele escreveria assim e sem pontuação: Cão manco mija cai
Posted by: Caiocito | janeiro 27, 2007 02:02 PM
E só agora li o texto. É que sua voz não me permitira. Gostei das conexões, mon cher, pra mim estão muito bem feitas e eu que me senti como Clarice, como "se me fosse": eu que nem vienense sou.
Posted by: Zadig | janeiro 27, 2007 09:42 AM
Só agora li as "Variações Goiabais sobre um Cão de Três Patas": sensacional. Tanto que como não li a introdução pensei que você tinha selecionado trechos obsessivos de autores distintos sobre cachorros de 3 patas (achei meio estranho essa obsessão quase inconscientemente coletiva, eu sou bem bobo mesmo), mas quando chegou no Goiabadov se foi a ilusão...
PS: Sobre A Voz (bye-bye Blue Eyes!): elas que contam, né não? Em breve, num tele-sexo perto de você, Ruy "Voz de Melado" Goiaba!
Posted by: vicente azambuja | janeiro 26, 2007 09:36 PM
Antológico, esse texto...;-)
(N. do E.: Thanks, meu velho. Abração.)
Posted by: MarcosVP | janeiro 26, 2007 04:49 PM
Faltou o estilo Rubem Fonseca. É só colocar charutos, vinhos italianos, prostitutas, 15 trepadas e um empresário corrupto de nome Almeida. O cachorro vira detalhe, claro. Ou uma metáfora sobre filosofia grega, algo assim.
(N. do E.: Walter, uma amiga mais versada do que eu na obra do "Zé Rubem" fez. Se ela postar, dou o linque aqui. :) Abraços!)
Posted by: Walter Carrilho | janeiro 26, 2007 11:51 AM
Ouvindo sua voz lembrei de uma piada que ouvia quando era criança. Dela deduzo que o Goiaba tem um minhocão.
(N. do E.: E você parece beeem interessado no meu minhocão de dimensões impressionantes, né mesmo? Sai fora, rapá. :) Saudações, de todo modo.)
Posted by: Filho da mae | janeiro 25, 2007 10:22 PM
Sua voz é bem... goiaba! Hehehehe!!!
Adoro seu blog e sou fã, bjs
Posted by: Sibele | janeiro 24, 2007 11:32 PM
Foi com este post que um amigo me convenceu - deve fazer um ano - que você é um blogueiro daqui, ó (viu?)!
Foi ótimo reler.
Posted by: Gustavo | janeiro 24, 2007 03:04 PM
O entrevistador está muito aquém do entrevistado. Embora o Diogro tenha falado ao mesmo tempo, valeu pra ouvir sua voz que –mesmo falando abobrinhas– revela responsabilidade, inteligência e doçura (a fonomancia não falha!). Mas, diga: você repetiu "de memória" aquele time do Guarani?
(N. do E.: Thanks, Lovely Rita. Tô falando sério quanto ao Guarani -eu sei de cor aquela escalação lá! :) Beijão.)
Posted by: Rita Amaral | janeiro 24, 2007 03:18 AM
Piedade, Goiabadov! Estou sem fôlego de tanto rir.
(N. do E.: Hehehe. Thanks, Simone. Beijo!)
Posted by: Simone | janeiro 23, 2007 11:49 PM
Fantástica entrevista, Monsieur Goyave!
(N. do E.: Merci, mon cher Zadig, :) Abração.)
Posted by: Zadig | janeiro 23, 2007 11:03 PM
só posso dizer que "hahahahahahahahaha"
não conhecia seu blog, muito legal, cara.
abs
Posted by: Flávio Aguilar | janeiro 23, 2007 03:21 PM
Nossa, sua voz não é como eu imaginava. Mas isso não importa. Muito legal o podcast, devíamos levar a sério a sugestão da luta no gel.
(N. do E.: Ô, Monica, pode dizer que você foi positivamente surpreendida pela minha voz. ;) Beijo.)
Posted by: monica | janeiro 23, 2007 01:52 PM
Ruy, veja você: Eu, que nunca li nada do Trevisan, descobri que sou influenciado por ele. Agora vou ler.
(N. do E.: Pois é, Márcio, é daqueles caras que influenciam até quem não leu. :) Legal vê-lo por aqui. Grande abraço.)
Posted by: Márcio Viana | janeiro 23, 2007 12:50 PM
Com atraso e com afeto, trago meu apoio. Bem vindo ao mundo dos insanos, querido. Se eles baterem em você, me chame. Eu tenho um coelho de pelúcia aqui guardado para estas ocasiões.
E, Ruy, sua voz é linda. Mas isso eu já sabia.
Um beijão.
(N. do E.: Uau, querida. Thanks for the compliment! ;) Beijão.)
Posted by: Nariz Gelado | janeiro 23, 2007 01:39 AM
Ei, Goiaba, por onde anda o Arthurzinho? Não o Schopenhauer. O cantor.
Não dê a mínima bola para esses comentários maldosos sobre sua voz. Os homens não entendem nada. Sua voz é linnnnnnnnnnnnnda!
(N. do E.: Só a opinião abalizada das mulheres é a que eu levo em conta, J. ;) E boa pergunta -não sei onde anda o Arthurzinho não-Schopenhauer. Preciso descobrir. Um beijo.)
Posted by: j | janeiro 22, 2007 06:43 PM
Genial! Antes, dos alguns poucos que eu conhecia, aquele de que eu mais gostava era o do Dante-ascensorista inferno-Mappin. Esse é tão bom quanto. Ótimo para brindar os milhões de novos leitores que virão na trilha do podcast. Congratulations!
(N. do E.: Thanks, Bárbara. Um beijo.)
Posted by: Bárbara | janeiro 22, 2007 05:26 PM
Ruy, ouvindo seu podcast com o Diogo, me lembrei do Nabokov dizendo "eu penso como um gênio, escrevo como um autor distinto e falo como uma criança"; vale pra você e pro Diogo! Mas não tem problema, nada que uma boa fonoaudiologista não possa corrigir, hehe!!
(N. do E.: Olhe, Vicente, nenhuma das mulheres que ouviram o podcast até agora reclamou, sabia? Falando sério -e olhe que minha mãe nem ouviu, hehe. Tendo a achar que isso de fonoaudiologia é pura inveja masculina. ;) Abraços.)
Posted by: vicente azambuja | janeiro 22, 2007 04:06 PM
que ótimo! não conhecia esse. eu ri muito com a psicografia do Dostoiévski.
Posted by: Luy | janeiro 22, 2007 10:51 AM
Caro Ruy
...se sujar um pouquinho mais o Dostoiévski, ele vai ficar a cara do Cèline, em Morte a Crédito...
Parabéns! (tem mais?)
abraços
Posted by: stefano | janeiro 22, 2007 03:20 AM
Tirei uma casquinha lá no meu blog,só pra açoitar a tigrada.
Abração
(N. do E.: Opa, Tambosi, autorizadíssimo. Abração.)
Posted by: Tambosi | janeiro 22, 2007 12:05 AM
Faltou Luis Fernando Veríssimo e marilena Chauí!
(N. do E.: Cruz-credo, Nicão, Deus me livre. []s.)
Posted by: Nicão | janeiro 20, 2007 11:25 PM
esqueci de achar engraçado o Noço Guia falando Ptolomeus Selêucidas.
auhahuahua
(N. do E.: Nem tinha pensado nisso, já que essa parte do post é sobre o Borges. Mas seria engraçado. []s.)
Posted by: croniquento | janeiro 20, 2007 09:05 PM
realmente é morto-vivo, o cabra só dorme uma hora por noite, segundo dizem por aqui...
o Efelentífimo nos brindará com um terceiro mandato. Para conseguir isso não vai poder chamar a sociedade pra discussão, só tem quatro anos pra resolver o assunto.
nunca antes na história deste país o cover do Bussunda governou 3 vezes seguidas; o amigo do Kiko é que é grandão, lá o mandato perpétuo é renovado de seis em seis anos e nem precisa agir "como uma mãe" pro Gegê Vargas.
ahuahauauha rox eh falá aXim i xinGar o muLlA.
Posted by: croniquento | janeiro 20, 2007 08:59 PM
Ruy Goiaba em ótimo momento. Isso tinha que ser publicado em árvores mortas. Quando tu fizeste esses exercícios de estilo, eu coloquei como desafio num fórum de quadrinhos e o pessoal contou a história nos estilos de Frank Miller, Chris Claremont, Stan Lee, Brian Bendis, Jeph Loeb e outros roteiristas.
(N. do E.: Que legal, mestre -essa eu queria ler. Ei, é hoje, não? Feliz aniversário, many happy returns. Abraços!)
Posted by: Mikhail Askhalsa | janeiro 20, 2007 10:58 AM
legar aqui.
premera veis que um escretor é psicografado vivo huahuahau
você só tira sarro do mulla ou basta ser político que tá sacaneado?
(N. do E. Mas, croniquento, o Dalton "Vampiro" Trevisan é morto-vivo, não acha? :D Pode ser psicografado também. E eu acho que político, por princípio, merece ser sacaneado -mas "nunca na hiftória deffe paíf" alguém mereceu tanto quanto o Efelentífimo. []s.)
Posted by: croniquento | janeiro 19, 2007 08:10 PM