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Lasciate ogni speranza

Estou pensando em criar uma espécie de vestibular para o ingresso na "literatura brasileira contemporânea". Evidentemente, a ênfase tem de ser em provas físicas, e não intelequituais: puxa-saquismo-dô, tráfico de influência com vara, brodagem 4 x 100 etc. Fundamentais também serão a lista de presença à Mercearia São Pedro e uma breve dissertação -1.500 toques com espaços, para ninguém se cansar demais pensando- sobre as melhores maneiras de enfiar no rabo o dinheiro da Lei Rouanet. Mas a prova final é que dirá quem tem talento para a coisa: reescrever "Em Busca do Tempo Perdido" substituindo a madeleine por uma coceirinha no cu. O tamanho (da coceirinha, do cu ou do texto) é livre. Quem tiver lido Proust perderá pontos; se leu até o fim e gostou, é desclassificação sumária.

Comments

Bom, to lendo Proust em quadrinhos... é razão pra desclassificação?
(as figuras são legais...)

Estou justamente terminando "À Sombra das Moças em Flor", tarde demais.

Ruy, onde é que tá aquela gente toda do aquecimento global, as algoretes e os boninhos, agora que tá -22 graus de sensação térmica em Santa Catarina? Porto Alegre aqui tá congelando... Quero ver eles fazendo passeata pelados, às 6 da matina, e se tremer jogo gás metano pra esquentar! Cadê o aquecimento global quando a gente precisa dele??? Que retirem o Oscar do Al Gore e dêem o prêmio para um documentário sobre estufas, calefação e ceroulas!

(N. do E.: Opa, Vicente. Ceroulas é um bom tema. Se rolar patrocínio da Petrobrás e graninha da Lei Rouanet, eu viro o Michael Moore das ceroulas. :) Abraços.)

Ih, esqueceu da obrigação de escrever por fragmentos pós-modernosos.

(N. do E.: Ronald, a lista é tão grande que se eu for escrever tudo nem há espaço no blogue. :) Abraços.)

Em sua tese não concluída intitulada "Pega no Machado do Assis e descasca a vara: a Literatura Brasileira que não resiste diante de um pau de pé", Waldik Valadão Soriano e Silva revela que escritor macho que é escritor macho não pega na caneta, mas escreve com os bagos (escritoras escreverim com o útero?).
Por esse motivo, sugiro que o vestibular tenha uma primeira fase eliminatória: o teste da goma.
(Ruy, ufa!, hein? Até que enfim! Agora manda lavar a rede e esvaziar o balde, calça a Rider e vai ver o sol se pôr! Legal a sua volta)

(N. do E.: Grande Roger, grazie mille. Abraços!)

Sabe o que é legal você introduzir (sic) numa futura prova para Psicolôcos Contemporâneos? Pega um texto de Freud, qualquer um, e substitua a palavra "ego" pela palavra "rego" e onde aparecer "eu", você coloca "cu".
A leitura ficará mais interessante e educativa:
"O sujeito pode tomar o próprio cu como objeto de amor, exaltando seu rego às alturas; surgindo então novamente ele -o cu - como referência auto-centrada, egóica, sendo o rego necessário e vital nesse período."
Ok, já parei.
Beijos.

p.s. - É bom te ler em qualquer lugar.

(N. do E.: Hahahaha. Seu comentário é um ótimo post, Renata. Grande beijo!)

Ei, "Ruy", quanto destempero com um leitor de tanto tempo. Não fique tão nervoso quando lhe apontarem as meias trocadas, apenas arrume as meias.

Fique tranqüilo, "literatura brasileira contemporânea" é um tema muito pequeno para causar irritação.

Como diria Didi Mocó, fui ofendido mas estou no lucro.

(N. do E.: Não estou nervoso, "Pedro". Eu sou mal-humorado à beça mesmo, sobretudo às segundas-feiras. :) E está bem, retiro a ofensa. Saudações.)

Bah, estou desclassificada. Não devia ter subtraído o Proust da momma, rs

(N. do E.: Marina, você tem minha solidariedade. :) Grande beijo.)

Seu Goiaba

O sr. linca alguns desses por distração, brodagem ou mero masoquismo?

Abraços.

(N. do E.: Basicamente, para irritar idiotas como você, "Pedro". Vejo que funciona. :) Saudações.)

Eu nunca li Proust. Concorro a uma cadeira. \o/

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