Fábulas cabulosas
Pelo amor de Deus, espero que o post anterior não contradiga a minha admiração pelos bravos que insistem em fazer literatura no Bananão -este país insalubre- nestes tempos ágrafos. Admiração sincera, pod's crê. Eu mesmo estou preparando uma obra que, apesar do inegável potencial para best-seller, ainda não foi além do nome, "Foda-se o Livreiro de Cabul". Só posso admirar quem tem fôlego, disposição e superego frouxo o suficiente para estender uma merda por 320 páginas, em vez de restringi-la ao título.
Comments
"O Alquimista de Cabul" venderá uns seis bilhões de exemplares!
Posted by: Victor | junho 12, 2007 02:26 PM
Com um título desse, você pode reduzir seu livro a um aforismo.
Posted by: Ed | junho 5, 2007 05:07 PM
Já eu tenho vontade de lançar "Marley & o Forno: o melhor da culinária sul-coreana".
(N. do E.: Hehehe. Boa, Simone. Podia ser também "Bob Marley e eu" ou, melhor ainda, "Marly Marley e eu". Beijos.)
Posted by: Simone | junho 3, 2007 10:56 PM
Ninguém notou que escrevi "Cintra". De qualquer modo, a verba é escassa, e não vai rolar viagem a Sintra. Tudo o que pude conseguir foi degustação, sempre às quintas-feiras, numa fábrica da Cintra.
Posted by: Antenor Nascentes | maio 31, 2007 02:00 AM
Ahh... esqueci de dizer: que bom que você voltou!
E já que você mencionou, abaixo, a sua obra-prima, Ruy querido, eu devo dizer que estou revoltada com o sucesso daquela música que não chega nem aos pés da sua obra-prima construtivista. O povo não reconhece cultura mesmo. Humpf.
Beijocos
(N. do E.: 'Cê vê, Nariz? O povo não sabe a diferença entre CÚ e cu. :) Mas você não corre o risco de estar "perdida para a literatura", em hipótese alguma. Grande beijo.)
Posted by: Nariz Gelado | maio 30, 2007 04:22 PM
Ei..eu vou ser sacrificada em praça pública. Não li o Livreiro (que lindo, isso, não?.."li o livreiro"). Mas confesso: Li 100 dias em Bagdá e gostei.
Acho que estou perdida para a literatura.
Posted by: Nariz Gelado | maio 30, 2007 04:17 PM
"Só posso admirar quem tem fôlego, disposição e superego frouxo o suficiente para estender uma merda por 320 páginas, em vez de restringi-la ao título."
É por essas que eu sempre volto aqui...
Posted by: Lambonbroadway | maio 30, 2007 02:43 PM
Eu também tenho uma verba, Ruy! Três meses aqui em casa fazendo o que te der na telha, que tal? E pode ser malcriado, eu não ligo! ...rs...
Que bom vê-lo em plena produção! ;o)
(N. do E.: Essa proposta é beeem melhor, Carla. :) Beijos!)
Posted by: Carla | maio 30, 2007 08:13 AM
Hmmm, vc eh mesmo malcriado. Tenho uma verba aqui, e pensei em convidar uns chapas. Vc estava no início da lista: 3 meses numa quinta (em Cintra), escrevendo o que lhe desse na telha. Mas, depois dessa resposta, VOCÊ ESTÁ FORA! perdeu prêibói. Vou chamar o Marcelino Terron.
(N. do E.: Vai fundo.)
Posted by: Antenor Nascentes | maio 29, 2007 09:08 PM
cara, li seus poemas num desses sites literários. não entendo pq vc continua escrevendo bobagens em blog e não se dedica exclusivamente à literatura. Você pode mais. Se é que você me entende.
(N. do E.: E eu não entendo por que você não assina com nome verdadeiro, "Nascentes". Medo de quê? Ah, poema de Ruy Goiaba, só a obra-prima CÚ -meu alter ego é outra história. Saudações.)
Posted by: Antenor Nascentes | maio 29, 2007 08:43 PM
O Leibniz não parece aqueles seres inóspitos do mar profundo que sairam na Veja dia desses?? A quantos metros de profundidade ele vive, 2000, 4000, 6000?? É uma mistura perfeita de cnidários, com filósofo do século XVII e um quê de Sidney Magal... Será que brilha no escuro???
Posted by: vicente azambuja | maio 29, 2007 08:00 PM