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agosto 30, 2007
Suderj informa: alteração no STF
Sai o ministro Malandrowski, entra o Canarinho de "A Praça É Nossa".
http://www.youtube.com/watch?v=Gby1lKU9BIM
Não "amacia" para o Dirceu e, sobretudo, é mais discreto ao telefone.
Posted by Ruy Goiaba at 05:46 PM | Comments (5)
agosto 29, 2007
No reino da bicharada
Não entendi isso de alguns blogueiros ficarem putinhos com a campanha do "Estadão" que compara a nossa, ahn, "espécie" a macacos. Sou macaco velho, com quase seis anos de blogagem, e acho que eles estão certos. Por que não estariam? Blogue é -essencialmente e em diferentes graus de elaboração- punhetagem, descrição de atividades como "hoje comi banana" e, às vezes, jogar cocô nos visitantes, o que é sempre divertido.
É claro que a fauna do cirquinho do doutor Ruy Mesquita é mais variada. Como em toda redação de jornal, ali há não apenas macacos, mas também hienas, cachorros, patos, porcos, elefantes, baleias, piranhas, veadinhos (quite a few), jericos (idem-idem), sapas e uma espantosa variedade de cobras venenosas que picam, que picam, para citar só alguns exemplos. Trabalhando em redação, nunca entendi como as crianças-de-escola que vêm visitar os jornais não são, por força de lei, acompanhadas por um monitor de zoológico que avise coisas como "cuidado, aquele ali morde!". Mas aguardo para breve as plaquinhas "não dê comida aos jornalistas".
Posted by Ruy Goiaba at 02:48 PM | Comments (12)
agosto 27, 2007
Procrastinadores do mundo, uni-vos!
Mas não agora, OK? Me deixem dormir mais um pouco.
(Crédito do micropost dividido com a lovely Liv.)
Posted by Ruy Goiaba at 08:35 AM | Comments (5)
agosto 25, 2007
Pequeno dicionário goiabal ilustrado
Sempre achei "prevaricar" uma palavra sensacional, cujo som remete imediatamente à chanchada ou ao teatro de revista -"Elas Prevaricam... no Bububu do Bobobó!" ou algo assim. Se eu levar adiante meu projeto de dicionário ilustrado, esse verbete será necessariamente acompanhado por uma foto do Zé Trindade. Não é preciso esforço nenhum para imaginar o cara piscando o olho e perguntando: "Prevaricas? Tergiversas?" (é o mais próximo que o Bananão chegou do clássico "wink, wink, nudge, nudge" ).
Alguém pode observar que, embora a palavra esteja um tantinho démodée, o ato jamais saiu de moda, como o sujeitinho que preside o Senado -para citar apenas um exemplo recente- demonstra. Bem, isso apenas reforça a tese de um amigo, que já enunciei aqui e endosso: na Botocúndia, se você reprime a chanchada, ela retorna em forma de política. Pouco Zé Trindade e muito Renão, os males do Brasil são.
Posted by Ruy Goiaba at 05:04 PM | Comments (1)
agosto 23, 2007
Paulo Silvino explica o governo
Poucos devem se lembrar disso, mas houve uma época em que Paulo Silvino, herói de nossa gente, saiu da Grobo (pronuncia-se como Renato Aragão fazia quando levantava o tapete verde do cenário e dizia "é grama da Grobo") e foi trabalhar nessa instituição -esse INSS do humor nacional- que é "A Praça É Nossa". Havia um quadro em que Silvino e Carlos Alberto de Nóbrega se sentavam em uma mesinha na praça e comentavam os assuntos da semana com o auxílio de dois açucareiros entupidos, que eles tentavam desentupir, sempre em vão, batendo com a mão espalmada no fundo. O efeito humorístico era de rara sutileza -não lembro se as frases eram essas, mas escrevo aqui para que vocês tenham uma idéia melhor: "O que esse governo mais gosta de fazer com a gente é [top-top-top no açucareiro] cobrar imposto, não é, não?" "Nem me fale, rapaz. O pior é que eu caí na malha fina do Imposto de Renda." "No duro?" "Pois é. Aí, já viu, né? Agora eu estou [top-top-top no açucareiro] precisando conversar com meu contador para ver o que a gente faz." Numa palavra: brilhante.
E Silvino, além de gênio da raça, é a chave para explicar certas atitudes do governo federal. Logo depois do acidente da TAM, como vocês sabem, apareceu aquele vídeo de Marco Aurélio Sargento Garcia e seu assessor supostamente comemorando reportagem do "Jornal Nacional" que, na opinião deles, isentava o governo de responsabilidade pelas quase 200 mortes. Mentira deslavada: não era nada disso. É óbvio que o Sargento Garcia estava vendo fitas VHS antigas de "A Praça É Nossa" com o quadro do açucareiro, enquanto seu lambe-saco dançava ao som do Terra Samba no iPod ("carrinho de mão, pá-dá, padabadabadá, carrinho de mão...").
A mídia golpista distorce tudo. E nem deixa o Efelentífimo molhar o bico.
Posted by Ruy Goiaba at 03:29 PM | Comments (4)
agosto 22, 2007
Saudades do Brazil
1.
Welcome, Brazilian brother -thy ample place is ready;
A loving hand -a smile from the North- a sunny instant hail!
(Let the future care for itself, where it reveals its troubles, impedimentas,
Ours, ours the present throe, the democratic aim, the acceptance and the faith;)
To thee to-day our reaching arm, our turning neck -to thee from us the expectant eye,
Thou cluster free! thou brilliant lustrous one! thou, learning well,
The true lesson of a nation's light in the sky,
(More shining than the Cross, more than the Crown,)
The height to be superb humanity.
2.
I asked no other thing —
No other — was denied —
I offered Being — for it —
The Mighty Merchant sneered —
Brazil? He twirled a Button —
Without a glance my way —
"But — Madam — is there nothing else —
That We can show — Today?"
Por que os poetas deixaram de ser os tais "legisladores não reconhecidos do mundo", na expressão do suspeitíssimo Shelley? Deve ser por poemas como esses sobre o Bananão: quem erra tanto não tem moral para legislar sobre coisa alguma. Mas são erros generosos, e a culpa, afinal, não é deles.
Walt e Emily, lamento decepcioná-los, mas aqui não tem nada para vocês, não (e, Vladimir, aquele tal "homem feliz" devia ser alguma hiena histérica). Agora dêem o fora, fazendo o favor. Circulando, circulando.
Posted by Ruy Goiaba at 09:51 AM | Comments (2)
agosto 21, 2007
Primeiro micropodcast do puragoiaba
Sim, senhoras e senhores, já que o negócio é podcastar, também me rendo ao hype -embora de maneira tosca, como convém a este blogue e à total tecnocapivarice do dono. Agora, além daquela entrevista ao Mainardi, vocês poderão ouvir também aqui, muuuito de vez em quando, um tostão da minha maviosa voz ("if I had a thousand of women, auauau...").
Começo meu micropodcast mostrando tudo o que aprendi na Escola Tino Marcos/Glenda Xoxotski de Elocução (acho que o sobrenome da moça é mais ou menos esse, estou com preguiça de guglar). Minha tese é que qualquer coisa fica melhor se for enunciada com aquela entonação naturalíssima dos apresentadores e repórteres do "Globo Esporte" e do "Esporte Espetacular". Sobretudo os grandes clássicos da poesia concretina brasileira, que merecem ser lidos assim. Esse é o tema de hoje.
Cliquem no microfone fálico (uia!) aí embaixo. São dez segundos. (Se houver problema na abertura do arquivo, por favor, me avisem.)
Posted by Ruy Goiaba at 04:27 PM | Comments (14)
agosto 20, 2007
Paulo Silvino comenta
Não, não é uma participação especial do grande ("ah, como era graaande!") comediante brasileiro -quem me dera tal privilégio. É só uma nova seção deste blogue, nascida da constatação de que todos os acontecimentos da vida cultural, política, desportiva etc. do Bananão existem para ser comentados com algum dos bordões do Paulo Silvino. Melhor ainda, são definidos à perfeição por eles. Para ilustrar o que estou dizendo, vou começar com um exemplo cinematográfico fácil, embora extemporâneo.
"Mas, doutor, isso não é o imperador da Pérsia. Isso aí é uma bichona!"
Posted by Ruy Goiaba at 09:33 AM | Comments (6)
agosto 17, 2007
Literatura brasileira = contradição em termos
1) Milton Atum pergunta se há muita diferença entre a atitude de quem lê e a de quem escreve. Na Botocúndia, sim: aqui, os escritores não sabem ler.
2) Bruna Surfistinha participou de debate sobre liternete na interatura, ou algo assim, com Marçal Aquino. Francamente, alguém precisa aconselhar a Surfistinha a evitar essas más companhias. Do contrário, daqui a pouco ela vai freqüentar a Mercearia São Pedro e putanhar com dinheiro da Lei Rouanet. (Oops, too late: de certo modo, esse segundo item já aconteceu.)
Posted by Ruy Goiaba at 04:56 PM | Comments (7)
agosto 16, 2007
Um parecer do doutor Maçaranduba
Só aqui vocês lêem o original não-editado, antes de o superego intervir.
"Se [o querelante] fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados e fosse logo para o escurinho aconchegante do vestiário. Quem é, ou foi, boleiro sabe muito bem que estas infelizes colocações exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num teta-a-teta, com ambos se roçando virilmente. (...) Futebol é jogo viril, varonil, para homens musculosos e bem-dotados. Há hinos que consagram essa condição: 'Não quero nem saber se o pato é macho, eu quero é ovo, eu quero é ovo' [trecho de hino de um grande clube gaúcho]. (...) Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu aquele escrete de ouro, com aqueles calções curtinhos e as coxas reluzentes de suor, jamais conceberia um ídolo seu como homossexual. Vale o mesmo para quem viu Armando Marques, Roberto Nunes Morgado ou Margarida apitando os jogos. (...) Não que um homossexual não possa fazer o que quiser com as bolas. Pois que jogue, querendo. Mas forme o seu time e inicie uma fédéração, beleza pura-aaa. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si. Dá pra formar uns dois ou três times só com o pessoal da sauna que eu freqüento -o único problema é que ninguém ali sabe responder à pergunta 'que time é teu?'". (...) Não se mostra razoável a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal. E sobretudo tirariam a concentração da gente, que só ficaria pensando... naquilo. Ai, meus sais!"
Posted by Ruy Goiaba at 03:46 PM | Comments (3)
agosto 10, 2007
As coisas eram piores, depois foram piorando
"In broadcasting your audience is conjectural, but it is an audience of one. Millions may be listening, but each is listening alone (...) and has (or ought to have) the feeling that you are speaking to him individually. More than this, it is reasonable to assume that your audience is sympathetic, or at least interested, for anyone who is bored can promptly switch you off by turning a knob. But, though presumably sympathetic, the audience has no power over you. It is just here that a broadcast differs from a speech or a lecture. On the platform, as anyone used to public speaking knows, it is almost impossible not to take your tone from the audience. It is always obvious within a few minutes what they will respond to and what they will not, and in practice you are almost compelled to speak for the benefit of what you estimate as the stupidest person present."
Claro, esse trecho do George Orwell é do tempo em que as pesquisas e os métodos de medição de audiência ainda não tinham feito o rádio (e, depois, a televisão) "take their tone from the audience" (e vocês podem incluir os livros nisso também). Toda vez que espio os cassetas na tevê e me lembro do que eles faziam por escrito uns 20 anos atrás, penso nisso de "compelled to speak for the benefit of the stupidest person present".
Posted by Ruy Goiaba at 01:21 PM | Comments (3)
agosto 09, 2007
Podia ser muito pior
Entrevista com a Siri-ex-BBB e Zé Dirceu pelado, por exemplo.
Posted by Ruy Goiaba at 02:06 PM | Comments (5)
agosto 03, 2007
Sympathy for the Dória
"Please, allow me to introduce myself, I'm a man of wealth and taste..."
Pois é, pois é. Eu também sempre achei satânico esse cabelinho penteado pro lado. Fora o meio-sorriso de Mefistófeles made in Campos do Jordão.
(Protesto, só a favor. Protesto contra, na novilíngua, é golpe. Sempre.)
Posted by Ruy Goiaba at 05:42 PM | Comments (9)




