A última do Chávez, Chávez, Chávez
Não sei vocês, mas eu começo a ficar decepcionado com a última contribuição da América Latina ao cargo de Farol da Humanidade. O caso é o seguinte: o Chapolim Colorado propôs, na tal "reforma constitucional" dele, reduzir a jornada de trabalho dos venezuelanos para seis horas diárias e 36 horas semanais. Só que 36 horas semanais não dão seis horas diárias, a não ser que o pessoal passe a trabalhar também aos sábados.
Não, não estou decepcionado por constatar que Chávez não sabe fazer conta de dividir. Ao contrário, isso não me surpreende. O que me espanta é que, até agora, ele não tenha baixado um decreto determinando que, na república bolivariana, 36 dividido por cinco é igual a seis -e fim de papo.
Sujeitinho frouxo. Bundão.
Comments
Talvez vc não saiba que a maioria da pessoas trabalha aos sabados, por isto que a jornada de trabalho máxima no Brasil é de 8 horas diárias e 44 semanais, como se vê, a conta também não fecha, pois há o labor de 4 horas aos sábados. No caso de jornada de 6 horas diárias,a praxe é que o labor seja de 36 semanais, pois é assegurado pela constituição apenas 1 repouso semanal, acredito que o sistema de venezuela seja parecido com o nosso, logo, a afirmativa não está errada!
A propósito, não sou a favor de HUgo Chaves!
(N. do E.: Está errada, sim, "mandifloripa" -na Venezuela, pelo menos. Tanto que o próprio governo do Chávez reconheceu o erro de cálculo nesse caso; sugiro que você se informe mais. E você certamente não sabe, mas eu trabalho aos sábados. Saudações.)
Posted by: Mandi | novembro 8, 2007 03:54 PM
É que ele ainda não descobriu que está errado e ninguém tem coragem de dizer para o Kiko, digo, Chavez, afinal de contas quem tem c. tem medo.
Mas dá um tempo e ele cria a matemática bolivariana. "Não contavam com minha astúcia!"
Posted by: Paulo Augusto Sá Pires Filho | outubro 3, 2007 04:44 PM
E olha só que beleza: Brasília é lugar de gente disciplinada, gente que segue as tendências. Se o líder tem como característica principal o bom vocabulário, faça-se dele o oficial no "Congreço"!
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u333436.shtml
Minha "Noça Çenhora"!
(N. do E.: Eu achei ÇENÇAÇIONAL, Márcio. Abraço (ou será "abrasso"? :))
Posted by: Márcio Viana | outubro 3, 2007 11:24 AM
Não disse que se pode perder um pouco mais quando se pensa no Bananão? O Efelentífimo criará por decreto o SEALOPRA do Mangabeira. Taí um sujeitinho que não é frouxo, não é bundão.
(N. do E.: Não, J. A classificação é outra. Esse aí é filho da puta mesmo. :))
Posted by: j | outubro 2, 2007 08:41 PM
É outra cilada, Bino!
Posted by: Negão do Pau Mole | outubro 2, 2007 07:02 PM
Fico imaginando o morubixaba de Banânia seguindo o exemplo que vem de cima, no melhor estilo Jorge Orvélio:
-Quantofh dedofh na minha mão, companheiro?
-Cinco, cinco, ciiiiiiiiiiiinco!
Posted by: Fábio Marton | outubro 1, 2007 09:59 PM
En declaraciôn ofrecida por el lider genial, este afirmô:
“la inteligencia me persigue, pero yo soy mâs râpido”
Posted by: Dona Florinda | outubro 1, 2007 09:18 PM
No Bananão seria mais ou menos assim: "Vamos reduzir a jornada para seis hora diária e 36 hora semanal". Ainda diriam: "Para cinco dia na semana". Além de não bater a matemática, maltratariam "nossa língua portuguesa" do Pasquale. E quando a mídia golpista caísse de pau, eles processariam os jornalistas. Quando você pensar que tudo está perdido na América Latina, pare e reflita mais um pouco. Ainda existe o Bananão. Sempre se pode perder um pouco mais.
Posted by: j | outubro 1, 2007 09:13 PM
Ahahahahahaah! Ótimo. Grande achado! Não dizem que a vida imita a arte? Pois é... Depois acusam roliúdi de caricaturar América Latina.
Posted by: Cancro Mole | outubro 1, 2007 07:19 PM
Quem muda fuso horário, muda lei da matemática. De boa.
Posted by: Jonas | outubro 1, 2007 07:12 PM