Superestimando o público
"The word accessible is fine in its place; that is to say, public toilets should be accessible to people in wheelchairs; but (...) entirely out of place, I think, in a wider discussion of the arts (...). In my view, difficult poetry is the most democratic, because you are doing your audience the honour of supposing that they are intelligent human beings."
Geoffrey Hill, a cuja poesia fui apresentado pelo Pedro Sette, respondendo à acusação de "escrever difícil" em um perfil feito pelo "Guardian" e publicado em 2002. Qualquer hora posto na "pequena antologia goiabal" algum dos poemas bonitos e obscuros que ele se compraz em escrever.
Comments
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Priscila, não duvide, você é excelente pra fazer piadinha!
Adoro o Ruy Goiaba, mas a sua pergunta é muito boa! Hahaha!
Goiaba, fique à vontade pra censurar meu comentário. Beijos
(N. do E.: Ué, por que eu o censuraria, Graça? Beijo.)
Posted by: Graça | janeiro 11, 2008 09:15 AM
'Ó Senhor, eles não me entendem!' :D
Interessante aqui, gostei muito. Abraços.
Posted by: Evilasio | janeiro 11, 2008 01:20 AM
Devo dizer que para considerar o público como seres inteligentes é necesssário um alto grau de boa vontade.
São como alunos em uma sala de aula. É difícil acreditar que aquelas pessoas são seres pensantes, pelo menos naquele momento.
Posted by: Paulo Augusto | janeiro 10, 2008 08:56 AM
Um pergunta inocente: você superestima seu púb[l]ico? :)
Nhá... nem sei fazer piadinha...
(N. do E.: Hahaha. Só posso responder que depende. ;) Beijos em você, querida.)
Posted by: Priscila | janeiro 10, 2008 04:17 AM
Ruy, Geoffrey Hill também pode manter o narizinho em pé, não? :)
Li o artigo e – gostei muito, não sabia que ele era surdo de um ouvido – lembrei de outros dois poetas ingleses: Robert Browning e Samuel Taylor Coleridge. Browning porque chegou-se a fundar em Londres uma Browning Society dedicada a interpretar seus poemas, cada membro dava a interpretação de algum poema. Browning ia a essas reuniões, aceitava o chá, ouvia, agradecia e não concordava nem discordava, dizia que esperava interpretações com um nível maior, melhor. E Coleridge porque disse que suas palavras eram “the very music of thought”, que não lhe interessava explicar sua poesia e que seus leitores que acompanhassem sua música. :)))
Posta o poema, agora estou curiosa... :)
Beijos pra você.
Posted by: Priscila | janeiro 10, 2008 04:11 AM
Como diria o Ronaldinho Gaucho: "o público é superestimado. Não é tudo isso, não".
Posted by: Graça | janeiro 8, 2008 07:27 AM