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Pequenas biografias de grandes escritores (2)

Gustave Flaubert (1821-1880)

Autor famoso por ser constantemente confundido com o chef José Hugo Celidônio e pela busca obsessiva da palavra justa (le mot juste), que o tornou o terror dos atendentes de todas as lojas do Faubourg Saint-Honoré. (Eis um diálogo extraído de uma das suas cartas: "Ficou bom?" "Olha, seu Flobér, Deus é justo, mas essa sua palavra... virgem santíssima! Tá muito apertada aqui atrás, vai deixar o senhor todo assado. Não prefere uma palavra um tantinho mais folgada, confortável?" "Não! Tem que ser a palavra JUSTA!" "Tá bom, seu Flobér, depois lasseia mesmo. Os outros clientes podem usar o provador agora? O senhor já está aí há seis horas!" "Só mais um minutinho.") Escreveu volumosa correspondência e, perdidos no meio dela, um romance aqui e um conto ali. Entre suas principais obras estão aquela da mulher que pulava a cerca, aquela outra da mulher que tinha um papagaio, "A Educação Sentimental" (depois regravada pelo Kid Abelha) e "Bouvard e Pécuchet", cujo apêndice, o "Dicionário das Idéias Feitas", foi crescendo tanto que um dia estourou e matou o escritor. Por ter morrido antes de entregar a revisão definitiva dos dizeres do seu túmulo, acabou sendo enterrado em Lins (lugar incerto e não sabido).

Comments

Dearest, saudades. Nada resiste ao seu bom humor. Adorável

(N. do E.: Obrigado, querida! Saudades também. Um beijo.)

Genial, Goiaba! Zé Hugo Celidônio tá ótimo de Flobér.
"E novamente ele chegou, com inspiração..."
beijos

Esse tio aí não foi aquele que pegou sífilis na África?

Cáspite! Cinco anos lendo esse blog e você ainda me surpreende. Acho que isso vai ser "pra sempre". :)

(N. do E.: Fico felicíssimo com isso, querida. Beijão.)

Salve, Ruy, brilhante a série. Vai ter Joyce?

(N. do E.: Ô, Fernando, quanto tempo -gracias pelo elogio. Pensei no Joyce, vamos ver se faço. Abraços!)

Sei lá se é verdade, mas o "Buvar e o Pecuxê" me contaram que a palavra do seu Flobér era tão justa, mas tão justa que não lasseou de jeito nenhum e que ele não morreu, não. Virou purpurina.
Que bom, Goiabinha, que voltaram as séries goiabais. Você sabe como fico contente com isso. Um beijinho pra você.

Ruy, precisas explicar aquele arroubo estranho do Flaubé quando disse "Madame Bovary sou eu, cacete!"

(N. do E.: Bem lembrado, Moziel. Deve ter sido efeito da calça, digo, da palavra justa. Abraços.)

"Depois lasseia mesmo" hahahaha
Grande post, todas as palavras justas, certinhas nos seus escaninhos, if you know what I mean (esse finalzinho é só para espantar o Aldo Rebelo, caso ele apareça por aqui. Viu a surra que ele está levando do Millor na Veja?)
Abraço.

(N. do E.: Obrigado, Roger. Quanto ao Millôr, vi, sim -toda surra no Rebelo é pouca. :) Abraços.)

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