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Fausto Silva apresenta Goethe

FS - E agora, exatamente às dezoito horas e trinta minutos, nós vamos trazer aquele que é um grande ícone da poesia mundial! Ééé, bicho, tá pensando o quê? Não é brincadeira o que esse cara faz, não. Ele é considerado por muitos o maior poeta da história da Alemanha! Diretamente da corte de Weimar para a sua telinha, vem aí o glorioso Johann Wolfgang von Goethe aqui no "Domingão"!

(Entra JWG, um pouco assustado com a gritaria do público.)

FS - Grande garoto! Essa ferinha aqui foi quem escreveu aquela história do cara que faz um pacto com o diabo -e o cara era meu xará, é brincadeira? O Brasil todo aplaude...

JWG, timidamente - O sprich mir nicht von jener bunten Menge/ Bei deren Anblick uns der Geist entflieht...

FS (interrompendo) - Esse é o super-Goethe! Monstro sagrado da teledramaturgia alemã! Grande figura humana, tanto no pessoal quanto no profissional!

JWG - Kennst du das Land wo die Zitronen blühn?

FS - Orra, se conheço, meu. Morei cinco anos em Bebedouro...

(O poeta faz "nein-nein" com o indicador, vira-se e aponta para Caçulinha, que começa a tocar o lied de Schubert. JWG, na sua melhor voz de Dietrich Fischer-Dieskau, manda ver:)

JWG - "Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn/Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn..."

FS - Ô loco! Concertos pra juventude, galera! Quem sabe faz ao vivo!

(Idéia original do Bruno, a quem agradeço. Ah, veja a "extended entry".)

(Só um parêntese para deixar claro que eu sei que o lied em questão é cantado por mulheres -foi uma licença poética, oquei? Grato pela compreensão. Quem quiser pode ouvi-lo na interpretação da Barbara Hendricks, acompanhada pelo pianista Roland Pöntinen: é só clicar no vídeo do YouTube que está aqui embaixo.)

Comments

Na verdade o lied não tem restrição de registro vocal não. Até transpõem a tonalidade se for necessário, mas tem de tudo - até mesmo se o "eu-lírico" contradiz o gênero do cantor, não tem problema.

(N. do E.: Legal saber, Leonardo. É que não me lembro de nenhuma gravação masculina para esse aí -o próprio Fischer-Dieskau, que gravou praticamente todos os lieder do Schubert, não registrou esse. Um abraço.)

Atrasada, mas ainda rindo. Genial mesmo. Vou copiar e dar o link, ok?

(N. do E.: Fique à vontade, Tina. Um beijo.)

Muito bom, muito bom mesmo.

(N. do E.: Thanks, querida. Um beijo.)

Genial.
What next? Maisa ao telefone com Cioran?
- Nome esquisito, hein, seu Choran! Daonde você fala?
- De Bucareste.
- Mais animação, mano!
- Na verdade, estou em Paris...
- Ô, mano! Mais animaÇÃÃÃOOO! Vai querer playstation ou hello kitty?
- Extraímos nossa vitalidade de nosso estoque de loucuras.
- Então é playstation, né?

(N. do E.: Boa, mestre. Obrigado pela visita. Abração.)

Demais. Continue mandando bem. Monty Python não morreu!

Humor de primeiríssima.

Sensacional. Merece virar série, aos moldes do clássico goiabesco "Piada & Exegese"!

(N. do E.: Thanks, caríssimo. Abraços!)

Meu Deus, meu Deus, que coisa sensacional... Que tal agora a Luciana Gimenez entrevistando Beethoven? "Que coisa louca, né, gente? Ele é músico e é surdo! Que lição de vida!"

Foi para o copy-paste. Obrigado.

Yu-hú!

Tá atendendo pedidos ainda? Faz Monique Evans com Jane Austen?

Adorei. Faltou só o "Filho da dona Catarina e do seu Johann..."

Obrigado, obrigado, caríssimos. :)

Ah, Ruy, MUITO BOM! :D

[*Aplausos*]

Diria Washington, o Compadre (não o George): isto é magnífico, painho!

Ri bastante. :>)

Gênio, mano!

Ô loco meu, mais do que nunca, gargalhei neste post.

"Grande garoto! Essa ferinha aqui foi quem escreveu aquela história do cara que faz um pacto com o diabo -e o cara era meu xará, é brincadeira?" Genial - e do mesmo nível da entrevista da Leda Nagle com o James Joyce, um post que tem alguns dias e já virou clássico
Um abraço,
Marcos

Então lá vai o próximo: Blanchot no Sabbá Show. Ia dizer Deleuze, mas a gente perderia o contraste :)


E ficou mto bom, Ruy!

"Super-I-O-Ham, momento da verdade: tem um pessoal que adora dizer que você, sozinho, desencadeou uma onda de suicídios que varreu toda a Europa! Essa é a sua oportunidade de mandar um recado para a galera que te culpa por esse triste acontecimento. É, galera, vamos ouvir o que ele tem a dizer sobre essa grande injustiça!"
(JWG tenta falar, mas sua voz embarga.
Uma lágrima furtiva rola por sua face e uma câmera previamente fechada em close a exibe para todo o país com detalhes de microscópio eletrônico.
A orquestra ataca com Wagner. O auditório chora copiosamente.)

Simplesmente o melhor, baby. Beijo.

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