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Pequenas biografias de grandes compositores (3)

Ary Barroso (1903-1964)

O Bananão deve a Ary Barroso, não necessariamente nessa ordem: 1) a invenção da Bahia (Caymmi já estava lá, mas, naturalmente, demorou mais a chegar); 2) a invenção do amor bobagem que a gente não explica ai-ai; 3) a manutenção de palavras como "inzoneiro", "merencória", "sestrosa" e "frajola" nos dicionários, dando emprego e cidadania a milhares de dicionaristas que otherwise passariam seus dias fazendo palavras cruzadas, puxando papo com desconhecidos na fila do INSS e/ou coçando o saco. Ary morreu merencoriamente, segundos depois de amarrar sua rede num coqueiro que dava coco e que, dando, rachou-lhe o coco, ai-ai.

Comments

Personalidade devidamente citada na obra-prima malvista "A Volta do Regresso".

(N. do E.: Opa, doutor. Preciso ver essa obra-prima, aliás. Um abraço.)

*Gasp!* Sim, claro, como não?

(Santa cretinice, Batman!)

Se eu disser que era "pegadinha" (sem duplo sentido), atenua? Abraços.

Mas duas notas urgem: os hinos/RJ realmente são bem legais. E o Ary era inteligente até na hora de escolher times (Ary era o narrador da gaitinha, como pude confundir assim?!)

Update: Lamartine era Mequinha sim.

(N. do E.: Os hinos do Lalá são os melhores, sem concorrência -nem o "até a pé nós iremos" do Lupicínio, IMHO. Abraços!)

Também deve ao Barrosão os hinos de clubes brasileiros de futebol mais legais (dos clubes do RJ) - vá lá, talvez junto com o do Grêmio, que é do Lupicínio.

(N. do E.: Não, Rodrigo, caríssimo. Você está confundindo o Ary com o Lamartine Babo -que era, salvo engano, torcedor do Ameriquinha. O Ary era um flamenguista notoriamente fanático, duvido que topasse compor os hinos de outros times. Abraços!)

Observe Vossa Goiabência que a palavra frajola* encontra não encontra datação em nenhum bom dicionário....
Vai que o Ary inventou, mesmo, as morenas frajolas.
(Chupa, António Why's!)


(*acepção favorita: "origem etimológica controvertida. Do banto, alguém que, por falar uma língua estrangeira, teria sido visto como elegante e faceiro...".
SEM DATAÇÃO CONHECIDA.)

(N. do E.: Ary, mulato inzoneiro e filólogo. Beijo, querida.)

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