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Cheios de graça

Bons tempos aqueles em que o Bananão tinha 180 milhões de técnicos de futebol (quase todos melhores que o Dunga). Hoje devem ser mais ou menos 180 milhões de engraçadinhos, o que dificulta um bocado a vida dos humoristas -e, não bastasse a concorrência diária dos políticos, agora os promotores também deram para fazer graça. Como vocês devem saber, Folha e Abril foram multadas por entrevistas com a Martona; agora, vejam o que diz esta promotora sobre o que é permitido -ou, sei lá, de bom-tom- perguntar aos pré-candidatos às eleições deste ano: "Você poderia fazer o perfil do candidato. Quem é Fulana? É uma mulher psicóloga, trabalhou, fez isso e fez aquilo. [...] Gosta de cachorro, gosta de boxe [errado, moça: a indigitada gosta é de botoxe], gosta de rock and roll, gosta de poesia...".

Espero que a doutora tenha concluído a frase dizendo "sambarilove" e/ou dando uma sambadinha. Passou da hora de me exilar. Tonga, here I go.

Comments

Promotor, juiz, é tudo farinha do mesmo saco. Por isso eu não me misturo com essa gente. Quando for pra Tonga me convida? :)

(N. do E.: Claro, querida. Mas você há de convir que há farinhas melhores, né? :) Grande beijo.)

Só se eleição agora for concurso de miss. Curte o Pequeno Príncipe?

(N. do E.: Parece ser mais ou menos por aí, Simone. Beijo.)

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