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Pequenas biografias de grandes escritores (4)

Stendhal (1783-1842)

Autor famoso por não ser constantemente confundido com ninguém. Quando jovem, cometeu a imprudência de ir passar o inverno na Rússia, com Napoleão, sem levar nem um casaquinho. Mais tarde, adotou o pseudônimo -seu nome verdadeiro era Henri-Marie Beyle- para escapar dos inimigos do pintor-de-rodapé e para brilhar na primeira arte em que se distinguiu, a do trote ("Alô, quem fala?" "Aqui é o Stendhal." "Que Stendhal?" "Aquele que cantava allonsenfantsdelapatrie enquanto pegava no seu pau, rá, rá, rá" -sim, parece simples, mas era especialmente witty numa época em que o telefone nem havia sido inventado). Flanou por Itália, Europa, França e Bahia, fazendo pesquisas de campo sobre as mulheres, que resultariam em seu livro "Do Amor (Que Mexe com Minha Cabeça e Me Deixa Assim)", célebre pela teoria da cristalização ("o amor é como uma flor roxa, só nasce em coração de trouxa" -em francês não rima, mas soa um pouquinho melhor). Suas obras mais famosas são "O Vermelho e o Negro" -protagonista hesita entre a carreira militar e a eclesiástica até se decidir pelo futebol- e "A Cartuxa de Parma" -protagonista vai parar em Waterloo sem querer e flagra Napoleão naquela posição em que ele perdeu a guerra. Sua morte foi narrada deste modo por um contemporâneo: "Oh, Sainte-Beuve, por que estás contente? Mas o que foi que te aconteceu?
Foi o Stendhal que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu".

Comments

Em tempo: Stendhal também fez uma cameo appearance no hino do Leão do Norte*.

"Salve, ó terra dos altos coqueiros!
De belezas soberbo Stendhal
Nova Roma de bravos guerreiros**
Pernambuco, Imortal! Imortal!"

(*Pernambuco é uma unidade federativa tão absurda, que as pessoas sabem cantar o Hino do Estado EM VÁRIOS RITMOS
** Esse verso é genial. Concorre de igual para igual com "dentro do bombom há um licor a mais".)

Adorei este post. A vida do Stendhal em cadeia nacional deve ter sido sensacional.

Goiaba, a manchete da Folha de hoje tá tão boa que até parece que foi você que escreveu!!!
Beijos

(N. do E.: Hehehe. Beijos, querida.)

Esqueceu de comentar que o escriba foi fonte de inspiração direta de duas pragas de proporções bíblicas que assolaram este século (ROUGE) e o passado (Drakkar NOIR).

Rui,

Post hilário, os verbetes daquela tal Desciclopédia (http://desciclo.pedia.ws/) deveriam ser assim, o que não ocorre, a galera é muito fraquinha

(N. do E.: Thanks, Nestor. Um abraço.)

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