A saudade mata a gente morena
Já escrevi aqui, faz tempo, sobre a necessidade de uma ONG para defender esse animal em extinção que é a vírgula antes do vocativo -sou dos que acreditam que há diferenças entre "porra, cara" e "porra cara" (o exemplo é do Marcelo, no blogue antigo dele). Mas admito que a frase do título fica melhor sem essa vírgula: a saudade mata a gente morena, mata a gente loira e é a óbvia explicação para a indústria do revival de coisas horríveis como a "bad hair decade". (Também já fui brasileiro, moreno como vocês. E sobrevivi à década de 80 -"I am very glad I shall never be twenty and have to go through that business again", como escreveu o Auden.)
Comments
Como é difícil, meu amigo, ser pouco original como eu, aquela que só entra aqui para repetir que você é o máximo. Um beijo grande e agradecido por todas as gentilezas.
(N. do E.: São seus olhos, querida. :) Grande beijo pra você também.)
Posted by: Jana | agosto 4, 2008 08:17 AM
A vírgula pode ser uma opção... uma parada para tomar fôlego e prosseguir. A saudade não dá fôlego e fica sempre no mesmo lugar.
Foi um prazer conhecer seu blog, Ruy.
Posted by: Sabesselá Quem | agosto 2, 2008 03:30 PM
Ruy, você é mesmo imprevisível, pois previsível mesmo seria citar uma piada circa 80 que tinha essa vírgula como personagem: "Mãe, só tem uma". Lembra?
Abraço.
(N. do E.: Não lembrava, Roger. Boa. :) Abraço!)
Posted by: Roger Prado | agosto 1, 2008 05:30 PM
Pode ser pior: português das grandes cidades brasileiras:
A saudade, mata a gente morena.
Posted by: Cássio | agosto 1, 2008 05:25 PM
Pouts! Depois do seu scrap entrei em crise existencial. Tenho o mesmo cabelo desde 1985! O que há de errado comigo, hein? Será que tenho que encarar uma escova progressiva ou aquele alisamento com formol?
Ah! Não se esqueça que além do cabelo tinha a maquiagem new romantic estilo Duran Duran...
(N. do E.: Não há nada de errado! Você é indémodable, querida. ;) E nem ouse pensar na escova progressiva. Grande beijo.)
Posted by: V. Brandini | agosto 1, 2008 01:40 PM
Por favor, diz que você não usava mullet, diz... Um beijo.
(N. do E.: Não usava, fique tranqüila. :) Um beijo!)
Posted by: j | agosto 1, 2008 01:24 PM
Hahaha! E olha que eu vou te dizer que ser adolescente, e ainda por cima na década de 80 é uma experiência e tanto, não? Fomos os adolescentes mais cafonas da história!
Ontem mesmo tava na LastFM (finalmente descobri que o problema é que no trabalho a conexão não funciona, pero consigo ouvir de casa) e me diverti fuçando tranqueiras daqueles tempos. Um vídeo da Kate Bush, com Babushka (ou seja lá como se escreve isso), me divertiu horrores, mas ao mesmo tempo me deu a mais absoluta certeza que, nem que fosse permitido, eu não voltaria.
Bezzos, querido. E até que é uma boa idéia. Põe a foto aí do vento sacudindo a cabeleira na década mais cafona do século. :)
(As minhas fotos da década de 80 estão mui bem guardadas e trancadas a setecentas chaves. Meda.)
Posted by: Srta. Rosa | agosto 1, 2008 11:32 AM
The horror, the horror...
(só mesmo adolescentes que nunca passaram pelos anos 80 podem escutar trash 80´s e usar roupas fluorescentes, com nostalgia de uma década horrorosa da qual foram poupados. deus me livre.)
Posted by: anna O. | agosto 1, 2008 09:17 AM
Podia ter um link pra uma foto da tua década de 80. hehe
(N. do E.: É, pois é. O cabelo não era muito bom, mas não chegava a ser uma coisa Flock of Seagulls. :) Beijo!)
Posted by: Renata | julho 31, 2008 08:51 PM